Resposta direta: a cirurgia remove o tumor com uma margem de pele ao redor, definida pelo tipo e pelo risco da lesão. O procedimento costuma ser feito com anestesia local, e o fechamento pode ser direto ou exigir reconstrução, conforme o local e o tamanho.
Por que a margem importa?
A margem é a faixa de pele aparentemente saudável removida junto com o tumor. Ela reduz a chance de restarem células tumorais no local. A largura recomendada varia conforme o diagnóstico (um carcinoma basocelular de baixo risco e um melanoma, por exemplo, exigem margens diferentes), e por isso o laudo da biópsia costuma preceder o planejamento.
Etapas do procedimento
- Confirmação diagnósticaExame clínico, dermatoscopia e, na maioria dos casos, biópsia prévia com laudo histopatológico.
- PlanejamentoDefinição da margem, da técnica de fechamento e da anestesia, considerando localização, função e estética.
- RemoçãoExcisão do tumor com a margem programada, em ambiente adequado e com hora marcada.
- FechamentoSutura direta quando possível; retalhos ou enxertos quando a área exige reconstrução.
- Análise e revisãoO material removido é examinado ao microscópio para confirmar margens livres; o retorno define os próximos passos.
Quando técnicas com controle de margens são consideradas
Em tumores de alto risco, recidivados ou em áreas nobres do rosto, podem ser discutidas técnicas em que as margens são avaliadas de forma mais detalhada antes do fechamento definitivo. A indicação é individual e depende do tipo de tumor, da localização e do histórico do paciente.
Anestesia e recuperação
A maior parte das cirurgias de pele é feita com anestesia local, sem internação. O desconforto pós-operatório costuma ser leve e controlável. Curativo, restrição temporária de esforço físico e retirada de pontos seguem orientações escritas entregues no dia do procedimento.
E a cicatriz?
Toda cirurgia deixa cicatriz. O planejamento busca posicionar a incisão nas linhas naturais da pele e escolher o fechamento que preserve função e aparência, mas o resultado final também depende do local operado e da cicatrização individual. Esse ponto é discutido abertamente antes do procedimento.
O acompanhamento continua depois
Quem já teve um câncer de pele tem maior chance de desenvolver novas lesões. Por isso o seguimento inclui revisão da cicatriz, exame periódico de toda a pele e orientação de fotoproteção, com intervalo definido pelo risco individual.
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